Museus Comunitários e Desenvolvimento (G)Local – simpósio Azaruja,  3 e 4 de Julho de 2026

OS MUSEUS COMUNITÁRIOS contribuem para criar ou reforçam identidades locais, promovem a coesão social, contribuem para dar visibilidade ao território e às suas populações, atraem, em maior ou menor grau, viajantes e turistas. Os museus em pequenas povoações e em regiões rurais também contribuem activamente para recuperar memórias locais que enriquecem o conhecimento histórico e a cultura, alimentando a autoestima de populações que, por vezes, se sentem isoladas ou até ignoradas. Os seus agentes actuam frequentemente como mediadores culturais que, através de múltiplas iniciativas, consolidam valores comunitários, promovem a integração, a coesão social e a sustentabilidade ambiental. Além disso, desenvolvem ainda um papel importante na captação de investimentos para a recuperação de edifícios abandonados e de paisagens degradadas, emprestando-lhes novas funções, valorizando o território e gerando emprego em regiões envelhecidas e deprimidas. Diversas iniciativas educativas e de animação cultural acompanham frequentemente a actividade dos museus comunitários (agrícolas, mineiros ou industriais) situados em pequenas urbes, na periferia das grandes cidades ou em espaços rurais. Neste sentido, o conceito de “museu comunitário” (aqui utilizado num sentido abrangente) não se circunscreve aos museus da ruralidade agrícola e das suas representações, pois considera também diferentes musealizações e patrimonializações do extractivismo histórico, as múltiplas memórias da indústria situadas em contexto comunitário ou periférico e o percurso histórico dos seus territórios. Ler Mais

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